Os tribunais e a OAB de diversos estados estão em alerta: criminosos estão aplicando um golpe engenhoso usando dados reais de processos judiciais e se passando por advogados ou membros de escritórios.
O alvo? Pessoas que já estão envolvidas em ações judiciais. A isca? Promessas de liberação de valores. O desfecho? Um prejuízo que vai além do financeiro.
Como o golpe funciona?
- Acesso a dados reais: os golpistas consultam sistemas públicos (como PJe, eSAJ, TRF’s e TJ’s), coletando número do processo, nome das partes, valores, e até o nome do advogado da causa.
- Abordagem convincente: entram em contato por WhatsApp, telefone ou e-mail, usando nomes reais, fotos profissionais, número da OAB e perfis falsos com aparência oficial.
- Promessa de dinheiro fácil: afirmam que houve liberação de precatório, indenização ou revisão judicial. Para “resgatar” os valores, exigem o pagamento de supostas taxas, custas ou tributos — com urgência.
- Desaparecimento após o pagamento: após a transferência (geralmente via PIX), encerram o contato e somem sem deixar rastros.
Casos reais e a resposta das autoridades
- O TRT da 18ª Região (GO) alertou sobre clientes que receberam ligações se passando por advogados trabalhistas.
- O TRF1 e o TRT4 denunciaram o uso de documentos falsificados com timbres e sentenças falsas.
- A OAB-SP criou uma força-tarefa com mais de 1.300 denúncias em 2024.
- A OAB-BA montou um núcleo de inteligência e a OAB-SC lançou a operação “Contragolpe da Ordem”.
Como se proteger?
🔒 Desconfie de qualquer cobrança por PIX, mesmo que pareça vir de um advogado. 🔒 Confirme diretamente com seu profissional de confiança, usando os canais que você já conhece. 🔒 Evite decisões impulsivas diante de promessas de dinheiro rápido. 🔒 Registre boletim de ocorrência e informe imediatamente seu banco se cair em um golpe. 🔒 Guarde todas as provas: prints, mensagens, documentos e nomes utilizados.
⚠️ O sistema de Justiça brasileiro é público — e por isso, vulnerável. Mas seu dinheiro e sua confiança não precisam ser.
Esse golpe usa engenharia social, manipula dados reais e explora a boa-fé de quem acredita no Judiciário. Por isso, é essencial estarmos atentos e alertarmos nossos clientes, colegas e comunidade.
Cibeli Marques Bannitz Egger